A alegria do circo e a relevância da educação no Goiás Encanto & Prosa

Por Zezé Silva

O programa Goiás Encanto & Prosa entrevista nesta terça-feira, 25 de janeiro, a escritora e professora universitária Miriam Bianca Amaral Ribeiro e os fundadores e coordenadores do Circo Laheto, Maneco Maracá e Seluta Rodrigues. Embora atuem em setores diferentes, os convidados têm em comum o fato de estarem à frente de projetos sociais, educacionais e culturais, que favorecem milhares de pessoas há mais de duas décadas.

Miriam Bianca fez o curso de graduação em História, a especialização, o mestrado e o doutorado na Universidade Federal de Goiás (UFG). Exatamente por isso, ela tem intensa dedicação e compromisso com a universidade pública. E é por meio da UFG, onde trabalha, que Miriam Bianca atua na preparação e formação de professores na Faculdade de Educação, incentivando-os a disseminar o conhecimento.

A escritora tem 14 livros editados, todos voltados à história regional. São textos sobre a História de Goiás, do Pará, do Mato Grosso e de muitos outros Estados. Todos os livros foram publicados por meio do Programa Nacional do Livro Didático. Eles são usados em todo o País, por cerca de 800 mil e 1 milhão de pessoas por ano. Miriam Bianca também tem prontos para publicação outros 15 livros a serem usados no ensino de crianças matriculadas entre o 1º e o 5º ano do Ensino Fundamental. Destes, 5 são de História, 5 são de Geografia e 5 são de Sociologia e Filosofia.

Em 2020, a escritora adaptou um texto para o teatro, intitulado Quecosô, Oncotô, Oncovô. A peça foi encenada pelo Teatro Destinatário e assistida por cerca de 60 mil espectadores. Nela, a escritora aborda a diversidade cultural e a formação histórica do Estado de Goiás. Com leveza e descontração o espetáculo busca refletir sobre a história de Goiás a partir do ponto de vista dos trabalhadores e das pessoas que construíram o Estado.

Atividades no circo

O Circo Laheto foi criado há exatos 28 anos com o propósito de promover a arte, a educação e a cultura para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Neste período, de 8 mil a 9 mil pessoas passaram pelo circo. A entidade sem fins lucrativos foi fundada pelo casal Maneco Maracá, que exerce a função de presidente do Laheto, e por Seluta Rodrigues, coordenadora pedagógica do circo. Juntos, os dois profissionais, com o apoio de outros voluntários, levam adiante o objetivo de contribuir para a formação dos alunos, na passagem da infância e adolescência para a fase adulta.

Atualmente, o Circo Laheto acolhe e promove o conhecimento de cerca de 150 crianças e adolescentes. Os alunos normalmente são indicados por líderes comunitários de bairros próximos ao Jardim Goiás, onde o circo está instalado, e por duas escolas parceiras da entidade. A criança e o adolescente precisam estar estudando para assegurar uma vaga no circo. No local, eles aprendem várias atividades circenses, entre as quais teatro, trapézio, percussão, malabarismo e perna de pau, entre outras.

O circo Laheto também possibilita às crianças e adolescentes a participação em um Núcleo de Leitura voltado à promoção de pesquisas e leitura de livros de filosofia, história e sociologia. Muitos ex-alunos do Circo Laheto levam a arte circense em apresentações realizadas em diferentes Estados do País. Atualmente, 22 alunos estão se preparando para apresentação no Festival do Circo Social da Nossa América, promovido pela Rede Mundo do Circo Brasil, previsto para acontecer em Moji-Mirim (SP), em julho.

O programa Goiás Encanto & Prosa é produzido e apresentado pelos jornalistas Zezé Silva e João Negrão. Ele é transmitido ao vivo, às terças-feiras, ás 19h30, pela página do Facebook e pelo canal do programa no Youtube.

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