Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Planejamento sucessório ajuda a organizar o patrimônio e evita conflitos familiares

Brasil registrou número recorde de testamentos em 2025; especialista do Banco Mercantil explica como a organização financeira ainda em vida pode facilitar a sucessão

Planejamento sucessório ajuda a organizar o patrimônio e evita conflitos familiares
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O Brasil registrou 38.740 testamentos em 2025, o maior número já contabilizado no país. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF) e indicam crescimento de cerca de 21% nos últimos cinco anos. O avanço chama atenção para um tema que ainda costuma ser adiado pelas famílias: o planejamento sucessório.

Embora o testamento seja uma das ferramentas associadas à sucessão, o cuidado vai além de definir como os bens serão distribuídos. Contas bancárias, investimentos, imóveis, seguros, dívidas e documentos também precisam ser considerados para facilitar o processo e reduzir dúvidas e possíveis conflitos entre os herdeiros. Além de evitar disputas, contar com um planejamento sucessório bem estruturado pode garantir eficiência tributária, otimizando impostos e reduzindo os custos associados à transmissão do patrimônio.

Para Jéssica Maciel, coordenadora de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+, o tema também está relacionado à longevidade financeira. Pensar no destino do patrimônio construído ao longo dos anos é uma forma de se preparar para diferentes fases da vida e dar mais segurança à família.

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“Planejar a vida financeira não se limita ao presente. É importante conhecer os bens e recursos disponíveis, os compromissos existentes e manter essas informações acessíveis. Esse cuidado traz mais clareza para as decisões e pode tornar o processo mais simples para a família”, explica a especialista do Banco Mercantil.

O primeiro passo é fazer um levantamento de imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos, seguros, previdência, financiamentos e outras obrigações. Documentos relacionados a esses itens também devem estar atualizados e reunidos em local seguro. Pessoas de confiança podem saber onde encontrá-los, sem que seja necessário compartilhar senhas ou informações bancárias sigilosas.

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Não existe uma única forma de planejar a sucessão. A composição familiar, o tipo e o valor dos bens e os objetivos de cada pessoa exigem caminhos diferentes. Para isso, existem títulos de investimento e aplicações financeiras que se destacam no contexto de planejamento sucessório — como a previdência privada (a exemplo do VGBL), fundos fechados e seguros de vida. Por envolverem regras operacionais, sucessórias e tributárias específicas, a escolha desses instrumentos requer orientação financeira especializada. Além desses investimentos, alternativas como testamento e doação em vida também podem integrar a estratégia, que deve ser sempre respaldada por suporte jurídico.

O diálogo também faz parte desse processo. Conversar sobre o tema pode reduzir incertezas e deixar decisões importantes mais claras para todos os envolvidos. “Falar sobre patrimônio e sucessão pode ser desconfortável, mas faz parte de um planejamento de longo prazo. Antecipar essa discussão permite tomar decisões com mais tranquilidade e deixar questões importantes encaminhadas”, conclui Jéssica.

Editoria Comunidade

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