Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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O que aprendemos com tanta dor?

Por Ògan Luiz Alves, texto e fotos Um vidro, um caixão lacrado em cima de uns pallets no chão.

O que aprendemos com tanta dor?
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Por Ògan Luiz Alves, texto e fotos

Um vidro, um caixão lacrado em cima de uns pallets no chão. O que aprenderemos com tanta dor como lição!? O que aprenderemos ao vermos vidas antes alegres e fortes serem arrancadas de nós abruptamente!?

A morte está deixando de ser natural pra ser o resultado de uma roleta onde todos apostamos as fichas na casa da vida, mas IKÚ (A Morte) está vencendo e nos devorando.

Ir aos cemitérios enterrar os nossos está tornando-se uma triste rotina, dificilmente passamos 2 semanas (quando muito) de que algum conhecido, amigo ou parente tenha partido e o pior que nem podemos nos despedir da forma como gostaríamos ou quem partiu mereça. É preciso tirarmos alguma lição deste pesaroso momento.

A morte é um processo natural e a única certeza em nossas vidas, o que não é natural é a sua causa e estamos normatizando isso. E a forma como estamos perdendo familiares e amigos não é normal!

É preciso que se crie uma conscientização coletiva de que algo está errado, não só com nossos governantes, mas principalmente conosco, ver jovens em baladas, pessoas sem máscaras pelas ruas, não dando a mínima para as normas de segurança sem se preocupar com a Morte que estamos levando para os outros, não está legal.

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Sábado, 3, enterrei mais um amigo. E quantos mais enterrarei até chegar o meu derradeiro dia!?

Há algo muito ruim no ar, a Morte encontrou na falta de empatia, solidariedade e amor ao próximo um campo fértil pra saciar sua fome.

Que possamos nos despedir, que não sejamos mais agredidos com a imagem de despedida de um caixão lacrado e separados por um vidro, quando der pra ver por ele. Que o amor ao próxima seja junto com a vacina o maior remédio para a humanidade.

“VACINA PRA TODOS E TODAS!”

AH! E ANTES QUE ME ESQUEÇA: #FORAGENOCIDA, #FORABOLSONARO, #ELENAO, #VACINAPARATODES, #VIVAOSUS

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* Ògan Luiz Alves/PROJETO ONÍBODÊ.

Editoria Opinião

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