Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 MPJ | Mais Pelo Jornalismo
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Embrapa Maranhão participa de escola internacional sobre ciências ômicas aplicadas a alimentos

A pesquisadora Ludmilla de Carvalho Oliveira, da área de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Embrapa Maranhão, participou da São Paulo School of Advanced Sciences on FoodOmics (SPSAS on FoodOmics), realizada de 13 a 26 de setembro, no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas (SP). A pesquisadora integrou um grupo de cerca de 136 participantes do Brasil e do exterior.

Embrapa Maranhão participa de escola internacional sobre ciências ômicas aplicadas a alimentos
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Promovida pela Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp, a escola contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O programa foi dedicado às ciências ômicas aplicadas aos alimentos, abordando temas como genômica, transcriptômica, proteômica, metabolômica e lipidômica, além de ferramentas de bioinformática e bioestatística.

O evento abordou como as tecnologias ômicas podem ser aplicadas para analisar sistemas alimentares, desde a produção até o consumo, considerando composição, segurança e aspectos nutricionais.

O conceito de foodomics refere-se à aplicação integrada de diferentes tecnologias ômicas para investigar componentes dos alimentos e suas interações em escala molecular, gerando dados para pesquisas em qualidade, segurança dos alimentos e nutrição.

Na Embrapa Maranhão, as metodologias relacionam-se às pesquisas de prospecção e caracterização de compostos bioativos presentes em frações comestíveis, subprodutos e produtos naturais do estado, como babaçu, bacuri, buriti, abacaxi de Turiaçu e vinagreira. A investigação busca mapear a composição química dessas matérias-primas e identificar potenciais aplicações tecnológicas e nutricionais.

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Métodos de análise

A aplicação das ferramentas da metabolômica permite mapear os metabólitos presentes nas amostras, enquanto a proteômica analisa o perfil protéico. O uso conjunto dessas abordagens com ferramentas computacionais possibilita processar volumes de dados referentes à composição química e processos biológicos de espécies da sociobiodiversidade.

Os conhecimentos abordados no treinamento auxiliam na estruturação de redes de colaboração científica e na condução de projetos voltados à caracterização de matérias-primas e à análise de segurança alimentícia e nutricional.

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Flávia Bessa (MTb 4469/DF)

Embrapa Maranhão

Editoria Comunidade

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