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A história do club Madame Satã, que tinha artistas como Rita Lee, Renato Russo e Cazuza entre seus frequentadores

Uma das casas mais longevas de São Paulo nasceu para abrigar os trangressores e resiste até hoje como um templo underground da noite paulistana

A história do club Madame Satã, que já recebeu artistas como Rita Lee, Renato Russo e Cazuza (Reprodução/Instagram)
A história do club Madame Satã, que já recebeu artistas como Rita Lee, Renato Russo e Cazuza (Reprodução/Instagram)
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Redação da RollingStones

Uma das casas de espetáculos mais longevas de São Paulo, o club Madame Satã nasceu em outubro de 1983, na reta final do regime militar no Brasil, bem diferente do que acabou se tornando. Inicialmente, o local seria um restaurante cultural, fundado por Miriam Dutra, Márcia Dutra, Wilson José e Williams Jorge. Ao longo do tempo, no entanto, construiu uma reputação como um templo underground da noite paulistana.

Abraçando o espírito de João Francisco dos Santos, figura emblemática da boemia da Lapa carioca, cujo apelido inspirou o nome do club, o Madame Satã surgiu com a ideia de ser um abrigo para todos aqueles que existiam fora da normalidade, para os transgressores. Mergulhado em uma estética sombria, que resiste até hoje, a casa abriu as suas portas e ofertou as suas instalações para a realização de espetáculos de teatro, música e artes em geral.

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Pelo palco da casa, passaram RPM, Ira!, Titãs e Legião Urbana. Na pista, era comum ver artistas, intelectuais, engravatados, estudantes, punks e góticos se mesclando como uma unidade. Rita Lee, Cazuza, Renato Russo, Claudia Wonder, Marisa Orth, João Gordo e Kid Vinil foram alguns dos ilustres visitantes.

Ao longo dos anos, o Madame Satã passou por diversas mudanças e, em alguns casos, até teve o seu nome substituído. Finalmente, a casa fechou as portas no fim dos anos 2000. Porém, a pausa não durou muito tempo: em 2012, o club ressurgiu pelas mãos do DJ Gé Rodrigues, que começou a sua carreira na música no lugar, e o empresário Igor Calmona.

O club foi rebatizado mais uma vez, ficando conhecido simplesmente como Madame, apesar de os seus frequentadores não deixarem de acrescentar o “Satã” sempre que se referem à casa. A sua estética dark foi preservada e, até hoje, recebe nomes da música nacional e internacional, em festas e shows de gótico, pós-punk, darkwave e EBM.

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Editoria Cultura

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