A jogada de Trump: porta-aviões mais poderoso do mundo deixa a Venezuela rumo ao Irã

 

 

De Jesús Maturana

A Casa Branca está a redirecionar o USS Gerald R. Ford das Caraíbas para águas próximas do Irão. A tripulação tomou conhecimento da mudança de planos na quinta-feira e só regressará ao porto em maio. É o terceiro destino do navio em menos de um ano.

USS Gerald R. Ford partiu de Norfolk a 24 de junho para o Mediterrâneo. Esse plano inicial teve vida curta. Washington mudou o seu destino e enviou-o para as Caraíbas para aumentar a pressão sobre o governo venezuelano. A 3 de janeiro, aviões que descolaram do seu convés participaram na operação que terminou com o ataque a Caracas e a detenção de Nicolás Maduro.

O USS Gerald R. Ford representa um salto tecnológico em relação aos porta-aviões anteriores. Com as suas 100.000 toneladas de deslocamento e 334 metros de comprimento, ultrapassa em capacidades toda a classe Nimitz que o precedeu. O seu convés de voo tem espaço para mais de 75 aviões, embora normalmente opere com uma ala aérea de 60 a 70 aviões.

O poder de fogo do Ford não reside apenas no seu tamanho. O navio incorpora o Sistema Eletromagnético de Lançamento de Aeronaves (EMALS), que substitui as tradicionais catapultas a vapor. Isto permite o lançamento de aviões com maior precisão e menor desgaste mecânico. Pode efetuar até 160 missões por dia, em comparação com as 120 dos porta-aviões mais antigos.