OAB-DF debate o golpe militar de 64 e seus desdobramentos na atualidade

Live mediada por Álisson Lopes tem como convidado o jornalista e consultor em comunicação política, Hélio Doyle

 

Por Letícia Valadares, da Editoria

 

A Comissão de Direitos Humanos da subseção de Águas Claras da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal (OAB-DF) promove no dia 31 de março, às 19 horas, a live “Reflexões sobre 31 de março de 1964 e seus desdobramentos na atualidade” no YouTube.

O evento será moderado pelo secretário-geral adjunto da Comissão, o advogado Alisson Lopes, e tem como convidado o jornalista e consultor em comunicação em política, Hélio Doyle. O objetivo é fazer um debate sobre a história recente do Brasil e o período do regime militar e refletir sobre o atual momento político em que o país vive, sob constante ameaça de retrocesso político e institucional, inclusive com a pregação da volta da ditadura.

Para Alisson Lopes, a democracia brasileira ainda é recente e sofreu interrupções ao longo da história. Por isso, segundo ele, é importante demonstrar a sua importância. “Vejo que a população de forma geral desconhece, até por conta da censura estabelecida no período, o que foi o regime civil/ militar entre 1964 e 1985, as perseguições políticas, a ditadura e os aparelhos de repressão que atingiram movimentos sociais e pessoas que se colocassem contra o regime vigente”, explica.

O convidado do evento, Hélio Doyle, vivenciou a época do golpe militar que o apanhou em 64 quando ele tinha apenas 13 anos. Poucos anos depois sentiu na carne a repressão, ao ser preso. Durante os anos de 1966 a 1985 ele foi um combatente contra ditadura e diz que não quer a volta daqueles tempos.

“Fui eleito para o conselho de representantes do Ciem, colégio em que estudava, e fui expulso. Em 1968 passei a militar numa organização clandestina que pregava a luta armada para derrubar a ditadura e nela permaneci até 1985, quando acabou a ditadura e ela se extinguiu. Fui preso quatro vezes entre 1970 e 1981, no Dops e no Doi-Codi, respondi a processos pela Lei de Segurança Nacional. Participei do resgate do movimento sindical a partir de 1977, fui presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal e fundador do PT em 1980, integrando a executiva nacional até 1984”, conta.

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-DF, Giovani Zamprogno Gozzi, diz que o tema surgiu após as manifestações recentes manifestações antidemocráticas. “Tal tema surgiu nos debates em nossa comissão diante das frequentes manifestações na Esplanada dos Ministérios pedindo ‘intervenção militar, volta da ditadura militar, fechamento do Supremo Tribunal Federal, fechamento do Congresso Nacional, volta do AI5, volta da censura, dentre outros clamores que se enquadram em atos antidemocráticos”, pontuai.

A transmissão será pelo canal no Youtube da Subsecção da OAB de Águas Claras.

Assim que for disponibilizado o link o Expresso 61 irá divulgar. E após a live iremos divulgar aqui no nosso site.

 

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